sábado, 18 de janeiro de 2014

Portador de doença grave em novela, Gianecchini fala de 'Em família' e do desejo de ser pai



A escalação de Reynaldo Gianecchini para a próxima novela das 21h de Manoel Carlos, “Em família”, tem um significado extra para o ator, que foi lançado pelo próprio Maneco em 2000, em “Laços de Família”.

Gianecchini será Carlos Eduardo, um carioca bon vivant, casado com Giovanna Antonelli, que viverá Clara. O casamento ficará abalado quando Clara se apaixonar por uma mulher (Tainá Muller). Este será, aliás, o quarto par romântico do ator com Giovanna _ "Sete pecados" (2007) e nos longas "Avassaladoras" (2002) e "SOS Mulheres ao mar", que estreia em março.

A vida de Cadu será virada do avesso por uma doença gravíssima que o coloca diante da morte. Clara (Giovanna) se apaixonará por uma mulher, Marina (Tainá Muller), e o deixará.

- É bem simbólico que Manoel Carlos tenha iniciado minha carreira e eu esteja terminando a dele. Fiz questão de estar nessa última novela para poder homenageá-lo. É meu pai artístico. Sinto que estamos fechando um ciclo juntos, já que esses 14 anos foram de formação para mim.

Manoel Carlos, no entanto, já avisou que não levará para a ficção o drama que o ator viveu em 2011, quando descobriu um linfoma, um câncer no sistema linfático, e passou meses em tratamento.

- Não terá nada a ver com câncer, ele se preocupou em não recriar minha história. Não sei o que é ainda.

Gianecchini conta que a doença é página virada na sua vida.

- Não faço mais tratamento algum, nem tomo remédios. Está superado. O que passei deixou uma marca forte, mudou minha raiz e isso se reflete no meu trabalho. Tudo o que fiz depois foi com uma intensidade e entrega diferentes.

O ator, que tem se dividido entre o início das gravações da novela e a peça “A toca do coelho”, em cartaz em São Paulo, conta estar vivendo uma nova fase.

- Estou numa renovação de vida, é uma outra casca que está saindo. Estou deixando que a vida vá me surpreendendo. Faço questão de ter prazer em tudo, ser inteiro no trabalho, nas relações de amizade, de família.

Gianecchini conta que a vontade de ser pai e construir uma família bateu recentemente.

- Tenho pensado muito em formar uma família, ter um filho tem rondado muito minha cabeça. Desde a morte do meu pai (em 2011), fiquei pensando muito na questão da continuidade. Nunca tive vontade de ter filhos, a vida não me levou para isso, já que eu era casado com uma mulher que já tinha (a jornalista Marília Gabriela). Agora, estou solteiro e continuo gostando muito dessa vida de solteiro, não penso em casamento. Estou esperando a pessoa certa chegar para me ajudar com esse projeto filho, mas sem pressão.

Fonte: Patrícia Kogut

Espero que gostem.
ME

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