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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cintia Dicker sobre novela: "1ª vez que chamo alguém de pai"


Cintia Dicker está no ar como a bela Milita, na novela Meu Pedacinho de Chão, da TV Globo. A atriz, que já foi "angel" da marca Victoria's Secret, contou em entrevista à revista Marie Claire detalhes sobre sua vida familiar e sobre a felicidade de ter Antônio Fagundes como pai na trama de Benedito Ruy Barbosa.

“Embora seja apenas na ficção, é a primeira vez que chamo alguém de 'pai'. Justo o Fagundes, que eu adorava assistir em O Rei do Gado (1997), quando era criança!”, contou. “Quando o Luiz Fernando Carvalho me chamou para fazer o Correio Feminino fui com a cara e a coragem. Depois o Luiz me propôs um papel em Meu Pedacinho de Chão, para contracenar com o Antonio Fagundes. Deu tanto frio na barriga quanto posar ao lado do rinoceronte. Mas ele foi um querido, me deu várias dicas, como respmeitar os tempos dos diálogos e me movimentar em cena. Porque na televisão é diferente de um editorial de moda. Não é só a câmera e o fotógrafo. Lá são várias câmeras paradas e outros atores com você. Agora é 'papai' para cá, 'papai' para lá, fico em um xodó só com o Fagundes", afirmou.

Em um momento bastante emocionado da entrevista, lembrou da infância sem a figura paterna. "Não lembro do meu pai, tinha só 2 anos quando ele morreu em um acidente de moto. Até meus 11, eu e minha mãe fomos supergrudadas. Eu via seus olhos vermelhos de choro ao me deixar na casa de uma tia, que cuidava de mim para que ela pudesse trabalhar", relembrou.

Os elogios à mãe não param. "Uma guerreira acordando em madrugadas frias para chegar cedo à loja em que era vendedora. Depois, mamãe voltou a namorar e se casou com o Moacir, que era caminhoneiro. Coitado do meu padrasto. Eu morria de ciúmes dele e fazia de tudo para atrapalhar: dormia no meio deles toda noite, pedia brinquedos caros. Hoje virou um amigão. Às vezes falo mais com ele que com minha mãe. O Moacir cuida da empresa de congelados que dei para a família lá em Campo Bom.Quando recebi meu primeiro convite para trabalhar como modelo, no Japão, mamãe deixou minha irmã, a Letícia, que tinha apenas 3 anos, para me acompanhar. Meu padrasto ajudou a segurar a onda", afirmou.

Facebook


Cintia Dicker foi noiva do empresário Rico Mansur. Os dois cancelaram o casamento a dois meses da cerimônia, em 2012. "A análise me ajudou a enfrentar o rompimento com o Rico. Ele é dez anos mais velho, estava em um momento de querer se casar. Aos quatro meses de namoro, pediu minha mão e eu, apaixonada, aceitei. Mas não estava preparada, queria era sair para a balada com as amigas. Nos preparativos do casamento, tive que lidar com vestido, cerimonialista, lista de convidados. Ficava estressada e nós brigávamos bastante. Até que, depois de uma discussão, passamos algumas semanas sem nos falar e ele mudou o status dele no Facebook para 'solteiro'. Nem tinha visto e de repente um monte de gente que tinha recebido convite para o casamento começou a ligar. Procurei-o, tivemos uma conversa difícil e terminamos. Hoje somos amigos, mas na época foi um choque", contou.

A atriz contou ainda que é bastante impulsiva e sofre muito por ansiedade. "Meu maior problema é pão, macarrão, pizza. Tenho dificuldade para emagrecer. Ganhei 6 quilos desde o início da novela, preciso perdê-los. Em agosto, voltarei para Nova York, tenho trabalhos como modelo até novembro. Só de falar fico ansiosa. A ansiedade às vezes me leva a ser impulsiva.Outro dia, passei em frente a uma loja em São Paulo e comprei esta bolsa [ela mostra um modelo vermelho da Chanel, que custa R$ 14 mil]. Se eu tivesse me controlado e esperado uma semaninha, estaria em Nova York e pagaria R$ 6 mil. Já fiz muita bobagem quando era mais nova. Imagine uma menina de 17 anos ganhando uma fortuna. Tinha um namoradinho e dizia para ele: ‘ah, você quer uma moto? Compro para você!’, ‘Vem comigo para a Tailândia? Pago tudo!’. Mas quer saber? Fui tão feliz que não me arrependo de nada", disse.

Fonte: Terra Notícias

Espero que gostem.
ME

domingo, 15 de junho de 2014

Johnny Massaro se diverte com assédio feminino: 'Elas me chamam de príncipe'



No ar como Ferdinando em “Meu pedacinho de chão”, Johnny Massaro diz que o assédio feminino aumentou graças à novela de Benedito Ruy Barbosa, dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

O ator, que se prepara para lançar um livro de poesia erótica quando a produção chegar ao fim, diz que se diverte com os comentários..

- As pessoas chamam o Ferdinando de príncipe. Isso é o que eu mais ouço. O personagem tem um lado malicioso. Acho que por isso agrada tanto - comenta. - A resposta do público tem sido maravilhosa. Ouço comentários de gente de todas as idades.

Paqueras à parte, Johnny diz que está tendo muito prazer em participar da novela.

- Encaramos um volume de cenas enorme, sem perder a qualidade. Às vezes são 12, 15, num mesmo dia. Esse personagem vai me levar a um outro estágio como ator, sem dúvida.

Fonte: Patrícia Kogut

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ME

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Meu Pedacinho de Chão: Que difícil! Nando quer beijo e Gina pula do carro


Depois de falar com o Prefeito das Antas(Ricardo Blat), Ferdinando (Johnny Massaro) leva Gina (Paula Barbosa) para tomar um sorvete na cidade. A prosa corre tranquila, até que o engenheiro faz um pedido: "Enquanto a gente tiver caminhando por essas ruas, eu quero você de braços dados comigo". A moça acha a ideia estranha, mas ele explica: "Eu vou ter muito orgulho se estiver de braços dados com você, entendeu?". "Tá certo, eu entendi, mas só de braços dados, hein?", ela responde.

Voltando para casa, Ferdinando aproveita para perguntar se ela gosta dele, pelo menos um pouquinho. A moça fica em silêncio e ele continua: "Eu gosto de você. Gosto muito de você." A ruiva se mostra irredutível e o rapaz resolve parar o carro subitamente para mais uma pergunta. Só que dessa vez, mais ousada: "Se eu te der um beijo, um beijo apaixonado, você pula fora deste carro?". Sem pensar duas vezes, a filha do Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) solta o cinto e pula do carro, deixando o pobre do Ferdinando estupefato!

Será que ele vai desistir de conquistar sua amada? Não perca esta cena, que está prevista para ir ao ar quarta-feira, dia 11/6. Saiba mais sobre este capítulo.

Fonte: Site Oficial de Meu Pedacinho de Chão - Globo.com

Espero que gostem.
ME

Meu Pedacinho de Chão: Apaixonado, Zelão joga todo seu romantismo para Juliana



Ninguém pode duvidar de que Zelão (Irandhir Santos) é um homem decidido! Um dia belo dia, ele põe na cabeça e acompanha novamente a professora Juliana (Bruna Linzmeyer) pelos caminhos da Vila de Santa Fé. "Eu estou indo bem nos meus estudos, dona Juliana. Ontem à noite mesmo eu li uma página inteira que o Serelepe (Tomás Sampaio) escreveu pra mim", ele conta com orgulho. "Eu acho isso ótimo, Zelão. Quanto mais você puder ler, mais você vai aprender", ela responde.

Os dois continuam de prosa, mas o capanga não resiste e fala dos seus sentimentos: "A única coisa que eu faço nessa vida, dona Juliana, é pensá na senhora. Eu não faço outra coisa!". Juliana pede para mudarem de assunto e ele pergunta sobre o que a professorinha gostaria de falar. "Das flores do campo, que parece que você tanto conhece!", ela responde. Sem titubear, Zelão comenta: "Mas que não tem o perfume bom da senhora!".

Será que ela vai resistir a tanto romantismo? Não perca esta cena, que está prevista para ir ao ar quarta-feira, dia 11/6. Saiba mais sobre este capítulo.

Fonte: Site Oficial de Meu Pedacinho de Chão - Globo.com

Espero que gostem.
ME

domingo, 23 de março de 2014

Casado há 5 anos, filho de Almir Sater estreia às 18h e diz: 'Não sou galã, meu pai que é'



Filho do músico e ator Almir Sater, que ganhou fama nos anos 90 pelas novelas "Pantanal" (1990), "A história de Ana Raio e Zé Trovão" (1991) e "O rei do gado" (1996), Gabriel Sater estreará na Globo em "Meu pedacinho de chão", próxima novela das18h, dirigida por Benedito Ruy Barbosa.

Ainda sem saber muito sobre seu personagem, o violeiro andante Viramundo, Gabriel, de 32 anos, conta ter sido surpreendido pelo convite do diretor Luiz Fernando Carvalho, já que sua única experiência em atuação foram as aulas na escola secundária em que estudou nos Estados Unidos durante um intercâmbio, aos 17 anos.

- Levei um susto quando ele me ligou, não sei como me descobriu. Recebi a ligação no dia do aniversário do meu pai, que disse que foi o melhor presente que ele poderia ganhar. Ele disse para eu me entregar assim como me dedico à música. Nunca mais serei o mesmo - diz o paulista criado em Mato Grosso do Sul.

Viramundo se apaixonará por Milita, papel da modelo Cinthia Dicker, que estreou também pelas mãos de Carvalho, no quadro do "Fantástico" "Correio feminino", em 2013.

- O começo da trama mostra uma faísca do romance dos dois, ela retribui o carinho dele. A música é um elemento forte do personagem, ele a usará para expressar seu amor.

Violonista de 14 anos de carreira e três CDs lançados, que precisou aprender a tocar viola, instrumento de seu pai, para a novela, Gabriel é casado há cinco anos com a artista plástica Paula Cunha.

Ele conta que a muher, que cuida de sua carreira de músico, não se importa com o assédio do público feminino nos shows. E tampouco se intimidou com as cenas de romance do marido com uma top model.

- Fico lisonjeado por ser chamado de galã. Tento cuidar do físico, da alimentação. Mas não me acho bonito, quebro um galho. Meu pai é que é galã, continua sendo até hoje aos 57 anos - ri ele.

- Eu e Paula somos muito amigos, conseguimos falar sobre a nossa relação. Não temos problema com ciúme, pensamos igual. Ela é uma pessoa diferenciada, sensível.

Fonte: Patrícia Kogut

Espero que gostem.
ME

domingo, 19 de janeiro de 2014

Saiba mais sobre a história da novela Meu Pedacinho de Chão



Com estreia marcada para o dia 7 de Abril no lugar de Joia Rara, a próxima novela das 6 da Rede Globo, Meu Pedacinho de Chão, escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Luiz Fernando Carvalho, trará em cena a rivalidade dos coronéis Epaminondas Napoleão (Osmar Prado) e Pedro Galvão (Ney Latorraca). Tudo começa quando Coronel Epaminondas Napoleão, uma espécie de senhor feudal, vende as terras que herdou de seu pai para fazendeiros caipiras da região onde vive e boa parte destas terras são doadas para outras pessoas pelo Coronel Pedro Galvão. A boa ação do homem faz com que a região se converta em uma vila chamada Santa Fé, que passa por um grande progresso, fazendo com que o próprio seja eleito prefeito da cidade. Visto como um corrupto sem ética, Coronel Epaminondas declara guerra contra Pedro Galvão por ele atrapalhar os seus interesses em prol do desenvolvimento da vila em questão.

Para colocar o próprio filho em luta contra o caipira Pedro Galvão, o Coronel Epaminondas ordena a volta do playboy Fernando (Johnny Massaro) de São Paulo, mas ambos terão uma relação conturbada, pois o rapaz jamais estudou o que o pai queria durante a sua estadia na capital. Ao invés de se formar no curso de Direito, Fernando se converteu em um engenheiro agrônomo, despertando a ira do pai turrão, que o expulsa de casa. Algum tempo depois, Fernando volta para casa, mas Coronel Epaminondas o trata pela lei do silêncio. Quem lhe dará atenção é a sua madrasta, Helena (Juliana Paes), pela qual o pai nutre ciúme doentio e controla todos os passos. Ao perceber que pode perder a mulher, o homem aceita a volta do filho.

Por outro lado, Coronel Epaminondas manda e desmanda no capataz Zelão (Irandhir Santos), um peão simples e de bom coração que se apaixona pela doce professora Juliana (atriz não divulgada), que fica hospedada na casa de Pedro Galvão, a esposa Teresa (atriz não divulgada) e a filha Gina (Paula Barbosa). Para se vingar do Coronel Pedro Galvão, Epaminondas ordena que Zelão sequestre Juliana e destrua a escola onde ela vai trabalhar. Só que apaixonado, o homem desiste no meio do caminho. Para despertar mais a ira do Coronel Epaminondas, o seu filho Fernando vai se apaixonar por Gina, uma mulher-macho, que é justamente a filha de Pedro Galvão.

No elenco também estão Antônio Fagundes (Giácomo), Bruno Fagundes (Renato), Cintia Dicker (Milita) e Rodrigo Sater (Janjão), bem como Alessandra Maestrini, Bruna Linzmeyer, Cristiana Oliveira, Daniel Camillo, Janaína Prado, Kadu Moliterno, Laura Neiva, Luiza Brunet, Mareliz Rodrigues, Mauro Mendonça, Patrícia França, Raphael Vianna, Rodrigo Lombardi, Thaís Garayp e Yasmin Gomlevsky.

Fonte: Portal Overtube

Espero que gostem.
ME

Antonio Fagundes faz dobradinha com o filho caçula, Bruno, no palco e na TV



Diante de uma entrada de mexilhões, Antonio Fagundes, 64, é taxativo: "Só posso comer o limão", brinca o ator, ao dispensar o prato. Vai degustar no almoço no restaurante da Casa das Rosas um filé de saint peter grelhado com legumes e salada.

Ele explica à repórter Eliane Trindade que está fazendo a dieta da proteína. "Não é para emagrecer, é saúde. Quero ficar bem e ir emagrecendo devagarinho. Vai levar dois anos pra chegar no que quero. Sem ansiedade."

No dia anterior, confessa logo depois, passou na padaria e desequilibrou a equação 20% de carboidratos/80% de proteínas diárias. "Não aguentei, comi um pãozinho saído do forno." Com um personal trainer, ganhou disciplina de malhação. "Tô fazendo ginástica. Tô tão orgulhoso de mim mesmo."

Seu caçula, Bruno, 24, é ainda mais econômico no consumo de calorias: fica só na salada. Ergue a taça de espumante para o brinde, mas não bebe. "É meu janeiro seco, sem álcool", explica, no propósito de atravessar o mês também sem ingerir doces.

Tanto o pai, peso-pesado da dramaturgia nacional, agora na pele de César em "Amor à Vida", quanto o filho, que estreia na TV na próxima novela das seis da Globo, estão em sintonia alimentar e no trabalho. Na sexta, reestrearam a peça "Tribos", que já levou 30 mil espectadores ao teatro em São Paulo, em três meses em cartaz.

É a segunda experiência da dupla em cena. Em "Vermelho", de 2012, o convite foi paterno. Agora, a iniciativa partiu de Bruno, que descobriu em Nova York o texto sobre uma família disfuncional que precisar lidar com um deficiente auditivo.

"Quando o pano abre, não somos pai e filho, mas dois profissionais. Não carrego o parentesco para o trabalho", diz Bruno. "Estou lutando pelo meu espaço, humildemente. Quem me vê atuando percebe que tenho dedicação." O pai dá uma piscadela e diz em tom de confidência: "O cara é bom". E emenda: "A cobrança maior é minha e dele".

São também produtores (investiram R$ 100 mil do próprio bolso para dar início ao projeto). "Metade cada um", salienta o filho. Criaram uma cooperativa com 17 colegas para viabilizar o espetáculo sem patrocínios.

"Criamos uma empresa, todos entraram de sócios encarando o risco de bilheteria", explica Bruno. Abriram mão de ir à caça do R$ 1,8 milhão, aprovado pelo Ministério da Cultura, que poderiam captar pela Lei Rouanet. "Há um equívoco do governo ao dar esse patrocínio [via lei de incentivo], que virou espécie de cala-boca para a classe teatral", diz Fagundes.

Com 50 produções teatrais em 48 anos de carreira, o ator conta nos dedos quantas vezes recebeu dinheiro de patrocinadores: três. "A única coisa que o governo faz é decidir quem não pode [contar com Lei Rouanet]. O que funciona como certa censura. Envia-se o projeto, eles analisam e apoiam ou não a possibilidade de ir atrás de patrocínio. Não fazem mais nada."
A crítica se estende à "segunda censura econômica", após o filtro ministerial. "É quando você vai falar com o gerente de marketing das empresas. São pessoas estudiosas, mas de suas áreas. Alguns até gostam de teatro, mas não são capazes de avaliar um texto. Sem falar que, se passar por essa etapa, seu trabalho vira brinde de empresa."

O filho faz coro: "Eles querem usar nossa visibilidade para estampar a marca deles na nossa testa". Relatam ter ouvido de um diretor de marketing de uma grande corporação que a peça "era cultural demais". O pai rechaça o argumento de que se trata de uma troca. "Seria, caso colocassem recurso do bolso deles, mas não põem."

Sem dinheiro do contribuinte por meio de renúncia fiscal, "Tribos" se pagou com casa cheia. "Nossa média de público foi de 589 por dia. 89% da ocupação", contabiliza Bruno. A conta fecha alavancada pelo protagonista de um folhetim das oito. "Fico feliz quando a novela faz sucesso, pois vai levar 30% a mais de público ao teatro", diz Fagundes, o produtor.

Há 38 anos batendo ponto na maior emissora do país, o galã sai em defesa de Walcyr Carrasco, autor de "Amor à Vida", detonado por colegas de elenco. "Criticam a novela como se fosse uma obra definitiva. Não é. A proposta é entreter. Se mantém 70 milhões de pessoas ligadas, cumpriu o propósito."

Fagundes vai emendar outra novela. Foi escalado para a próxima trama de Benedito Ruy Barbosa, "Meu Pedacinho de Chão", com direção de Luiz Fernando Carvalho. Mesmo trio de "O Rei do Gado" (1996) e "Renascer" (1993). "Fiz teste e só soube que meu pai tava no elenco depois de aprovado", diz Bruno.

O estreante será um médico que percorre o interior do país. "Estava até pensando em fazer com sotaque", brinca, em referência aos estrangeiros do Mais Médicos. Começam a gravar no fim do mês. "Será uma novela diferenciada, com cem capítulos e poucos núcleos."

O sistema industrial de produção dos novelões tradicionais levou Fagundes a encabeçar movimento entre os astros globais. "Estamos conversando com a Globo tentando nos entender para melhorar artisticamente a nossa participação. Naturalmente, vamos mexer com problemas de carga horária e de tempo para estudar em casa."

Querem receber horas extras pelas 12, 13 horas de gravação diárias? "Elas são pagas, não é esse o caso", explica. "Disseram que a gente estava pensando em dinheiro. Não se tocou nisso. Por enquanto, estamos buscando formas de retomar o nosso prazer artístico, sem a aflição de ter 40 cenas para fazer."

Fagundes pede a salada para fechar o menu light e encara o papo indigesto das próximas eleições presidenciais. "Tá ruim, né? Sinto muito não termos uma oposição." Não se empolga com o tucano Aécio Neves nem com a terceira via representada por Eduardo Campos (PSB). "Parece que ele é um ótimo administrador, mas uma coisa é Pernambuco, outra é o Brasil."

Marina Silva também não o convence. "O purismo dela é burro. Vai governar como? Terá que fazer alianças. Ao mesmo tempo, essa história de governabilidade é um problema. Tudo bem, é preciso fazer aliança pra governar, mas logo com bandido?"

Não vê distinção entre PT e PSDB. "É um sistema inteiro comprometido." Cobra punição para o mensalão mineiro. "Ninguém está tocando no assunto. É só o PT? Não." Lembra ainda denúncias de cartel no metrô de SP. Dilma Rousseff decepcionou: "Tinha condição de fazer mais".

Pai e filho dispensam a sobremesa e voltam a se empolgar ao falar da "acessibilidade total" de "Tribos" para portadores de deficiência. No último sábado do mês, contam com intérpretes de Libras para traduzir o espetáculo aos cerca de 2.000 deficientes auditivos que já foram vê-los.

Bruno está estudando a língua brasileira de sinais. "Aprender Libras é tão difícil quanto mandarim." Serão pioneiros em acessibilidade também para portadores de deficiência visual, por meio de audiodescrição da peça.

É hora do cafezinho e de falar de cinema. Fagundes estreia, dia 31, "Quando Eu Era Vivo", de Marco Dutra, ao lado de Sandy. O longa é adaptação de um livro de Lourenço Mutarelli. "Li tudo dele, adoro. Quando me chamaram, dei pulos de alegria."

E se alegra também com o fato de o filme de baixo orçamento seguir sua lógica de produtor teatral. "O movimento certo é fazer projetos que possam se pagar e sermos menos dependentes de patrocínios." E conclui: "Estamos em um momento de repensar a profissão e de se perguntar: 'Eu quero continuar sendo ator, diretor, produtor de cinema, teatro e TV ou vou ser captador e empresário?'".

Fonte: Coluna da Mônica Bergamo - Folha de SP

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