domingo, 15 de janeiro de 2012

Biografia: Adriana Londoño

A atriz em Rebelde (2011)

A atriz Adriana Londoño de Arruda Botelho nasceu no dia 20 de agosto de 1971, em São Paulo. É formada em Artes Cênicas na Unicamp (1989-92) e na Scuola d'Arte Drammatica Paolo Grassi, onde cursou entre 1994 e 1996.

Sua primeira novela foi Zazá (97), como Jacqueline Dumont, uma portadora do vírus HIV. Sua personagem se apaixona por Solano, interpretado por Alexandre Borges. Depois, transfere-se para a Rede Bandeirantes  e faz Serras Azuis (98), como Lígia das Graças, quem se envolve com Gaius, interpretado por Petrônio Gontijo. Logo, de novo, na Rede Globo, participa da série Sandy e Junior entre 2000 e 2001, interpretando a professora de português Rebeca. Em 2004, participa de Seus Olhos (2004), como Flávia, e depois participa da novela A Lua Me Disse (2005), como Paulete, e da minissérie JK (2006), como Maria de Las Mercedes.

Em 2006, transfere-se para a Rede Record, e faz Cidadão Brasileiro (2006), como Carmem, e em seguida, participa em Luz Do Sol (2007), como Cléo Bacelar, um dos papeis mais marcantes da trama. Ela era mãe de Heloísa (Letícia Colin). Logo, aparece em Poder Paralelo (2009), como Nícia Silva, mãe de Juliana (Júlia Oliva) e de Gustavo (Lucas Cotrim). Atualmente atua em Rebelde (2011), como Leila, mãe de Tomás (Chay Suede), que foi internada no interior de São Paulo a mando da mãe, Ofélia (Eliana Guttman). A personagem da atriz tem um único objetivo: ficar perto do filho.

Fontes:

Espero que gostem.
ME






Novela: Lua Cheia de Amor

Isabela Garcia e Maurício Mattar como Mercedes e Augusto.
Autores: Ana Maria Moretzsohn, Ricardo Linhares e Maria Carmem Barbosa.
Capítulos: 191.
Horário: 18h50.
Exibição: 3 dezembro 1990-13 julho 1991.
Elenco: Marília Pêra, Francisco Cuoco, Isabela Garcia, Mário Gomes, Bete Mendes, Roberto Bataglin, Maurício Mattar, Rosita Thomas Lopes, John Herbert, Geraldo Del Rey, Lú Mendonça, Rodolfo Bottino, Renata Laviola, Drica Moraes, Carol Machado, Maria Mariana, Inês Galvão, Sylvia Bandeira, Marcelo Faria, Dora Pellegrino, Felipe Martins, Chica Xavier, Paula Lavigne, Juliana Teixeira, Alexandre Lipiani, Fernando Almeida, Leina Krespi, Cinira Camargo, Alberto Baruque, Gustavo Moretzsohn, Sônia de Paula, Márcia Couto, Nildo Parente, Nestor de Montemar, Suzana Vieira, Cláudio Cavalcanti, Carlos Zara e Arlete Salles. 
Sinopse: Genuína Miranda (Marília Pêra), que trabalha como ambulante, faz qualquer sacríficio pelos filhos, Rodrigo (Roberto Bataglin) e Mercedes (Isabela Garcia). Mas, ambiciosos, eles têm vergonha da mãe. Dona Genu, como é conhecida, sonha reencontrar o marido, Diego (Francisco Cuoco), desaparecido há anos, e luta para reaver a loja que ele perdeu em uma aposta de jogo. A vida da protagonista muda quando Diego reaparece com a identidade de Esteban Garcia.
Enquanto Rodrigo sonha ser diretor de cinema, Mercedes só tem um objetivo: a ascensão social. Ela conhece Douglas (Rodolfo Bottino), um advogado falido, filho de Jordão (Carlos Zara), um empresário casado com a tresloucada Quitéria Jordão (Arlete Salles), mais conhecida como Kika, cujo sonho é ser amiga de Laís Souto Maia (Suzana Vieira), uma socialite.
Curiosidades:
  • A novela foi baseada na novela Dona Xepa (77), de Gilberto Braga. 
  • Foi a primeira coprodução da Rede Globo com outras emissoras - a Radio Televisión Española (RTVE) e a Radiotelevisione Svizzera Italiana (RSI).
  • O maior destaque foi a personagem Kika Jordão, papel de Arlete Salles. 
  • A atriz Carol Machado deixou a novela pouco antes do final da trama, porque ela foi escalada para a próxima novela das 7, Vamp (91). Mas Marcelo Faria, que faria a mesma novela que ela, ficou até o final da trama.
  • Joana Fomm ia ser Dona Genu, mas ficou para Marília Pêra. Sorte que ela foi escalada para Vamp (91), marcada pelo sucesso.
  • Foi a primeira novela inteira de Lú Mendonça.
  • O ator Cláudio Cavalcanti havia participado de Dona Xepa (77), como um dos protagonistas. Nesta novela, o ator fez o papel equivalente que seu pai fez na TV.
TV Globo: Novelas e Minisséries.

Espero que gostem.
ME






sábado, 14 de janeiro de 2012

Biografia: Adriana Garambone


A atriz Adriana Garambone Guerra nasceu no dia 4 de julho de 1970, em Rio de Janeiro. Antes de ser atriz, fez sua carreira de modelo. Em 1989, ela foi classificada entre as 5 finalistas no concurso Supermodel of The World, etapa Brasil, mas infelizmente não ganhou. É formada em Letras e cursou teatro na Casa de Arte Laranjeiras (CAL). Estreou na peça Romeu e Julieta, com direção de Moacyr Góes.

Sua primeira novela foi Salsa e Merengue (96), como Clarice, e depois fez uma pequena participação em Corpo Dourado (98), como Soninha. Logo, ela faz Esplendor (2000), como Marisa Norman, filha de Olga (Joana Fomm), e em seguida, faz seu primeiro trabalho fora da TV Globo, Roda da Vida (2001), como Cidinha. Em 2002, fez uma participação em O Quinto dos Infernos (2002), como Luísa.

Em 2005, volta à Rede Record, e faz Essas Mulheres (2005), como Adelaide, sua primeira vilã na carreira. Depois, faz Bicho do Mato (2006), como a alcoólatra Sílvia. Para isso, ela teve que tingir seus cabelos de loiro. Logo, faz Amor e Intrigas (2007), como a doce Débora e em seguida participa em Poder Paralelo (2009), como a obsessiva Maura Orlim, fazendo par com Marcelo Serrado (Bruno). Atualmente atua em Rebelde (2011), como Eva, mãe de Roberta (Lua Blanco).

A atriz foi casada durante dois anos e meio com o ator Cláudio Lins.

Espero que gostem.
ME







sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Biografia: Juliana Paes


A atriz Juliana Couto Paes nasceu no dia 26 de março de 1979, em Rio Bonito, Rio de Janeiro. Ela é a filha mais velha de Regina e Carlos Henrique Paes, um ex-militar. A atriz tem três irmãos: Rosana, Mariana e Carlos Henrique Júnior. É formada em publicidade.

Seu primeiro trabalho na TV foi em Laços de Família (2000), como a empregada Ritinha, que seduz o mulherengo Danilo (Alexandre Borges) e morre no parto. Depois faz O Clone (2001), como Karla. Em seguida, em dose dupla, faz a minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003), como Teiniaguá, e a novela Celebridade (2003), como a manicure Jacqueline Joy, que junto com Darlene (Deborah Secco) renderam melhores momentos na novela. Logo, faz América (2005), como a ninfeta Creusa.

Em 2006, faz Pé Na Jaca (2006), como a batalhadora Guinevere, e dois anos depois, faz uma participação em A Favorita (2008), como a jornalista Maíra. No ano seguinte, é protagonista em Caminho das Índias (2009), como Maya, e faz triângulo com Raj (Rodrigo Lombardi) e Duda (Tânia Khalill). Em 2011, entra no meio de O Astro (2011), como Nina. Neste ano, é a personagem-tema Gabriela em Gabriela (2012).

Em 2010, foi apresentadora da primeira temporada de Por um Fio, na GNT, e hoje, estreia a segunda temporada desse programa.

Desde 2008 é casada com Carlos Eduardo Baptista, com quem teve o filho, Pedro, nascido em 16 de dezembro de 2010.

Espero que gostem.
ME




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Biografia: Deborah Evelyn


A atriz Deborah Sochaczewski Evelyn de Carvalho nasceu no dia 12 de março de 1966, em Rio de Janeiro. É sobrinha da atriz Renata Sorrah e irmã do ator Carlos Evelyn.

Começou na televisão nas minisséries Moinhos de Vento (83), como Teresa, e Meu Destino é Pecar (84), como Arlete. Depois faz sua primeira novela, A Gata Comeu (85), como Lenita Penteado. Em seguida, faz duas novelas seguidas: Selva de Pedra (86), como Flávia, e Hipertensão (86), como a ingênua Raquel. Logo, participa da primeira fase de Mandala (87), como Vera, que mais tarde o papel seria de Imara Reis. Em 1988, de novo participa de duas novelas seguidas: Bebê a Bordo (88), como Fânia, e Vida Nova (88), como a romântica Ruth, fazendo par com Lauro Corona (Manoel Victor).

Em 1990, em dose dupla, faz a minissérie Desejo (90), como Alcmena e a novela Mico Preto (90), como Marisa. Depois faz Anos Rebeldes (92), como Sandra e a novela Fera Ferida (93), como Zigfrida. Em 1994, entra na metade da novela Pátria Minha (94), como Bárbara, entrando no lugar de Carolina Ferraz (Beatriz), devido à gravidez desta. Logo, faz Explode Coração (95), como Yone, e faz par com Cássio Gabus Mendes (Edu) pela primeira vez, e em 1998, faz Labirinto (98), como Cibele.

Em 2000, participa de A Muralha (2000), como Basília, e em 2001, depois de 6 anos sem fazer novelas, aparece em Um Anjo Caiu Do Céu (2001), como Virgínia. Logo, faz uma participação em Desjos de Mulher (2002), como Fernanda, e em O Beijo do Vampiro (2002), como Laura. Em 2003, faz um papel de destaque em Celebridade (2003), como a neurótica Beatriz, e no ano seguinte, participa de Começar de Novo (2004), como Dora. 

Nos anos seguintes, faz a minissérie JK (2006), como Salomé e as novelas Páginas da Vida (2006), como Anna Maria e faz par com Ângelo Antônio (Miroel), e Desejo Proibido (2007), como Madalena, fazendo mais uma vez par com Cássio Gabus Mendes (Trajano). Em 2009, faz sua primeira antagonista em Caras e Bocas (2009), como Judith. Em 2011, participa de Insensato Coração (2011), como a fútil Eunice.

Em 2013, faz Sangue Bom (2013), no papel da misteriosa Irene. 

Foi casada com o diretor e ator Dennis Carvalho até dezembro de 2012, com quem tem a filha, Luiza.

Espero que gostem.
ME

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Novela: Ciranda de Pedra (2008)

Marcello Antony, Ana Paula Arósio e Daniel Dantas como Daniel, Laura e Natércio.

Autor: Alcides Nogueira.
Capítulos: 131.
Horário: 18h.
Exibição: 5 maio-3 outubro 2008.
Elenco: Ana Paula Arósio, Marcello Antony, Daniel Dantas, Osmar Prado, Ana Beatriz Nogueira, Leandra Leal, Paola Oliveira, Bruno Gagliasso, Caio Blat, Cléo Pires, Max Fercondini, Mônica Torres, José Rubens Chachá, José Augusto Branco, Maria Pompeu, Mila Moreira, Tuna Dwek, Cláudio Fontana, Clarice Niskier, Hermila Guedes, André Frateschi, Daniele Suzuki, Karen Coelho, Lucy Ramos, André Rebustini, Júlio Andrade, Glauce Graieb, Olívia Araújo, Rosa Marya Collin, Maria Laura Nogueira, Nêmora Cavalheiro, Gabrielly Nunes, André Luiz Frambach, Diego Francisco, Ana Karolina Lannes, Ariela Massotti, Anna Sophia Folch, Tammy di Calafiori, Walderez de Barros e Guilherme Weber.
Sinopse: O prepotente advogado Natércio (Daniel Dantas) transforma sua mulher, Laura (Ana Paula Arósio), em um troféu a ser exibido à alta sociedade paulista no final dos anos 50. Para cuidar da instabilidade emocional da esposa, ele contrata o neurologista Daniel Freitas (Marcello Antony). Mas os dois se apaixonam e, desse amor, nasce Virgínia (Tammy di Calafiori). Para evitar o escândalo, a menina é criada como filha da Natércio, junto com suas filhas legítimas, Bruna (Anna Sophia Folch) e Otávia (Ariela Massotti). Laura e Daniel abafam seu amor. Apaixonada por Natércio, a governanta Frau Herta (Ana Beatriz Nogueira) inferniza a vida de Laura.
Curiosidades:
  • A novela marcou a volta de Ana Beatriz Nogueira na Globo, depois de ela ter participado em duas produções da Record: Essas Mulheres (2005) e Bicho do Mato (2006).
  • A novela teve média de 22 pontos, um fracasso de audiência.
  • O papel de Natércio ia ser de Marco Ricca, mas ele preferiu abrir mão ao cinema. O papel ficou para Daniel Dantas.
  • A escolha de Ana Paula Arósio para a personagem Laura causou controvérsia. Em uma matéria publicada na Folha de São Paulo no dia 4 de maio de 2008, autores como Benedito Ruy Barbosa (autor de Terra Nostra e Esperança) e Manoel Carlos (autor de Páginas da Vida), deram sua opinião. Manoel Carlos declarou que a atriz "nova, sem idade para ser mãe de adolescentes". Já Benedito afirmou que "nas minhas novelas, ela continua como mocinha". 
  • No penúltimo capítulo da novela, Daniele Suzuki, que vivia a nissei Alice, viveu também Amélia, irmã gêmea da personagem.
  • A personagem Laura (Ana Paula Arósio) ia morrer no capítulo 80, mas a emissora percebeu que esse fato ia diminuir a audiência.
  • O Casseta e Planeta, Urgente! parodiou esta novela como O Panda de Pedra.

Fontes:
TV Globo: Novelas e Minisséries.

Espero que gostem.
ME

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Coluna: Merchandising na Record e a nova novela de Lauro César Muniz


O autor Lauro César Muniz, quem fez as novelas Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, e fará seu próximo trabalho na Record, Máscaras, foi convidado em 2006 para atuar em Prova de Amor, outro folhetim da casa, autoria de Tiago Santiago, hoje autor de novelas da SBT, como Amor e Revolução. Na novela Prova de Amor, o taxista Padilha (André Mattos) tinha função de fazer merchandising dos programas da emisora.
Na semana do dia 6 de março de 2006, o taxista levou três dos atores de Cidadão Brasileiro, as atrizes Lucélia Santos, que interpretava Fausta, e Paloma Duarte, que interpretava Luiza, e o ator Floriano Peixoto, que interpretava o líder corrupto Atílio. 
A novela Prova de Amor na semana do dia 22 de março de 2006, data publicada da revista VEJA, marcou 19 pontos no Ibope e Cidadão Brasileiro, 15 pontos. 
Máscaras, de Lauro César Muniz, tem previsão de estrear em abril deste ano, substituindo a novela Vidas em Jogo. Tem no elenco Paloma Duarte, Petrônio Gontijo, Fernando Pavão, Luiza Tomé, Giselle Itié, Heitor Martinez, Miriam Freeland, Márcio Kieling, Flávia Monteiro, Dado Dolabella, Francisca Queiroz, Bete Coelho, Roberto Bomtempo, Eliete Cigarini, Jussara Freire, Raul Gazolla, Nicola Siri, Gabriela Durlo, Jonas Bloch, Franciely Freduzeski, Jean Fercondini, Íris Bruzzi, entre outros. Não percam!

Fontes: VEJA, 22 março 2006.

Espero que gostem. 
ME

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Coluna: Surra de Maria Clara a Laura rendeu maior audiência na novela Celebridade


Todo mundo se lembra da cena que deu muita audiência na história da novela Celebridade, ocorrida no dia 26 de abril de 2004. A cena de que estou falando é a surra da Maria Clara Diniz (Malu Mader) aplicada na vilã Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu), que lhe rendeu 58 pontos de audiência no Ibope, com picos de 63. 
O autor do folhetim, Gilberto Braga, disse que não gosta de violência, mas Laura merecia. A matéria da VEJA, publicada em maio de 2004, a dois meses do fim da novela, disse que a sorte da vilã virou. Ela foi chantageada por Renato (Fábio Assunção), que descobriu que no passado ela se envolveu no tráfico de drogas, depois levou uns tapas do cúmplice Marcos (Márcio Garcia)e foi apelidada de "cachorra" pelo amante. Laura, enfim, viveu uma vida de cão.
Cláudia Abreu viveria mais uma vilã na novela que substituirá Aquele Beijo, Marias do Lar, prevista para ir ao ar a partir de abril. 

Fonte: VEJA, 05 maio 2004.

Espero que gostem.
ME

domingo, 8 de janeiro de 2012

Novela: Pantanal

Paulo Gorgulho, Cristiana Oliveira e Marcos Winter como, respectivamente, José Lucas de Nada, Juma e Jove.
Autor: Benedito Ruy Barbosa.
Capítulos: 216.
Horário: 21h30.
Exibição: 27 março-10 dezembro 1990.
Elenco: Cláudio Marzo, Cristiana Oliveira, Marcos Winter, Ítala Nandi, José de Abreu, Elaine Cristina, Sérgio Reis, Ewerton de Castro, Ângela Leal, Marcos Caruso, Jussara Freire, Marcos Palmeira, Rômulo Arantes, Flávia Monteiro, João Alberto, Lana Francis, Júlio Levy, Gláucia Rodrigues, Ingra Liberato, Carolina Ferraz, Luciene Adami, Ângelo Antônio, Andréa Richa, Nathália Timberg, Antônio Petrin, Sérgio Britto, José Dumont, Oswaldo Loureiro, Almir Sater, Cássia Kiss, Tânia Alves e Paulo Gorgulho.
Sinopse: 

A novela conta a história de José Leôncio (Paulo Gorgulho), um peão de comitiva que chegou com o Pai Joventino (Cláudio Marzo) ao Pantanal, onde compraram uma fazenda e começaram a criar gado de corte. José Leôncio e seu pai caçavam marruás, um tipo de boi selvagem que vivia solto pelas matas da região aumentando assim seu rebanho na fazenda. Um certo dia Zé Leôncio viajou com os peões em comitiva e pediu para que seu pai não fosse caçar Marruá sozinho, entretanto o velho Joventino acabou indo caçar e desapareceu na imensidão do Pantanal. Zé Leôncio voltou de viagem e procurou pelo pai sem sucesso. Nesse dia ele prometeu que ia trazer um Marruá no laço todos os dias só para ter a esperança de encontrar o pai. Passado algum tempo, Zé Leôncio se tornou um fazendeiro rico e foi para o Rio de Janeiro cobrar uma dívida, onde conheceu e se apaixonou por uma jovem fútil e mimada, de nome Madeleine (Ingra Liberato/Ítala Nandi). A família de Madeleine era da alta classe carioca, porém seu pai era viciado em jogo, acabando aos poucos com o status da família e os deixando perto da falência. Antero (Sérgio Britto), pai de Madeleine, aceita que José Leôncio se case com sua filha, recebendo dele um bom dinheiro para tentar resgatar o status da família. Ele a leva para o Pantanal e a engravida. Mulher da cidade grande, Madeleine não se adapta ao mundo rural, à rude vida pantaneira e à rotina de peão do marido. Durante uma das viagens de Zé Leôncio em comitiva, levando gado para a venda, ela foge com o amigo Gustavo (José de Abreu) que vai buscá-la no pantanal e o filho de poucos dias, para a cidade do Rio de Janeiro.
Amargurado, Zé Leôncio tenta em vão recuperar o menino, que acabara de nascer, mas acaba concordando em deixá-lo com a mãe na cidade grande. Passa a viver então com Filó (Tânia Alves), sua empregada, que já tinha um filho, Tadeu (Marcos Palmeira). Ele reconhece Tadeu como seu afilhado considerando ele seu filho. Vinte anos depois, o filho legítimo, Jove (Marcos Winter), finalmente decide ir conhecer o pai. Mas o choque cultural é grande e os dois têm sérias dificuldades para se entender.
Sentindo-se rejeitado pelo pai, que acha que o filho é afeminado, e ridicularizado pelos peões por causa de seu jeito de moço da cidade, Joventino decide retornar ao Rio, mas leva consigo Juma Marruá (Cristiana Oliveira), moça criada como selvagem pela mãe, Maria (Cássia Kiss), até a morte desta, assassinada por encomenda numa trama paralela de vingança entre posseiros de terras e vítimas de grilagem. Tal como a mãe, comenta-se no Pantanal que Juma se transforma em onça pintada. Passado um tempo no Rio, onde o choque cultural é agora sofrido por Juma, Joventino retorna ao Pantanal para não ter que se separar de sua "onça" amada. Desta vez, ele está disposto a se adaptar ao estilo de vida local. Jove começa a se acertar com o pai e com Juma e vai se transformando num autêntico peão pantaneiro, surpreendendo a todos continuamente.
A história tem ainda um lado sobrenatural, baseado no fascinante folclore da região Pantaneira: os principais personagens, com exceção de José Leôncio (agora Cláudio Marzo), frequentemente se deparam com uma figura conhecida como "O Velho do Rio", um curandeiro idoso que cuida das pessoas atacadas pela Jararaca Boca-de-Sapo, uma cobra venenosa, ou que simplesmente se perdem na extensão do Pantanal. Todos comentam que o Velho do Rio é o Pai de todas as sucuris, que ele se transforma em sucuri também sendo ele a maior de todas. O povo acredita que O Velho do Rio se trate do pai de José Leôncio, o desaparecido peão Joventino, de quem o neto Jove herdou o nome. Além do Velho do Rio e da história de Juma Marruá como onça pintada, uma terceira trama sobrenatural enriquece a novela: a figura do misterioso peão Trindade, que teria um pacto com o diabo, ou seria ele próprio a encarnação do diabo.
No decorrer da trama, José Leôncio descobre a existência de um terceiro filho seu, na verdade o primeiro dos três: José Lucas de Nada (agora Paulo Gorgulho), fruto do primeiro relacionamento sexual dele com a prostituta Generosa (Kátia D'Angelo), em um prostíbulo de Goiás para o qual fora levado pelo pai ao completar quinze anos de idade a fim de "mostrar que era macho". O sobrenome de José Lucas era De Nada, pois o mesmo não tinha pai para lhe dar um sobrenome, assim que Zé Leôncio o reconheceu como filho ele passou a ser chamar José Lucas Leôncio.
A saga da família Leôncio inclui, finalmente, o complicado relacionamento com o fazendeiro vizinho, Tenório (Antônio Petrin), cujo passado como grileiro de terras o liga às tragédias familiares de Juma e seus pais, bem como de outros peões e agregados tanto da fazenda de José Leôncio como do próprio Tenório. O mau-caratismo deste e sua inclinação a vinganças covardes colocará em risco em diversas circunstâncias a família de José Leôncio. Por sua vez, Tenório também estará na mira de forasteiros que vieram de longe em busca de vingança contra o homem que destruiu a vida e os bens de seus pais.
Curiosidades:
  • Cássia Kiss teve que sair da novela cedo, porque ela seria a protagonista de Barriga de Aluguel (90).
  • A novela foi reprisada entre 9 de junho de 2008 e 13 de janeiro de 2009, em 187 capítulos, na SBT.
  • A apresentadora Nani Venâncio apareceu na abertura da novela.
  • Teve média de 23 pontos, um fenômeno de audiência.
  • Ganhou vários prêmios, entre eles 5 prêmios da APCA e 4 troféus Imprensa, totalizando 9 prêmios.
  • A maioria das cenas foi gravada no estúdio de Água Grande, em Rio de Janeiro.
  • Foi a primeira das três novelas em que Marcos Winter e Cristiana Oliveira trabalharam juntos. A segunda foi em Corpo Dourado (98), como Arturzinho e Selena, e a terceira foi Vila Madalena (99), como Roberto e Pilar.

Fontes:

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ME





sábado, 7 de janeiro de 2012

A VIDA DA GENTE: Ana passa a ser a treinadora de Sofia


Querendo retomar sua vida, Ana (Fernanda Vasconcellos) resolve assumir sua paixão por Rodrigo (Rafael Cardoso). A ex-atleta termina seu relacionamento com Lúcio (Thiago Lacerda) e reencontra o pai de sua filha no mesmo local onde eles começaram a namorar pela primeira vez.
Lá os dois decidem assumir o amor que sentem um pelo outro, a ainda planejam procurar a terapeuta de Júlia (Jesuela Moro) para saber como contar para a filha sobre o namoro dos pais, já que a garotinha adora Manu (Marjorie Estiano), e tem sofrido com a separação da tia com Rodrigo.
No outro dia, o arquiteto toma coragem e conta sobre seu relacionamento com Ana a Manu, que reage friamente. Ainda no mesmo dia, a ex-tenista manda um e-mail para a irmã, revelando tudo o que sente. Manu fica balançada.
Passados alguns dias, com o incentivo de Rodrigo, Ana consegue um emprego  como professora de tênis. Quem fica sabendo da novidade é Sofia (Alice Wegmann), que resolve pedir para que ela seja sua treinadora. A mãe da jovem não vai gostar nem um pouco, e como a própria autora, Lícia Manzo, já adiantou o fato vai marcar o reencontro de Ana e Vitória (Gisele Fróes) nas quadras de tênis.

Fonte: Revista Ti Ti Ti. Ed 695. 06 janeiro 2012.

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ME

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Fotos: O sucesso de Antônio Abujamra em Que Rei Sou Eu?




Fonte: VEJA, 31 maio 1989.

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Coluna: A primeira noite


Globo volta a abordar o tema da virgindade para ganhar audiência no horário das 8.


A virgindade é um assunto capaz de manter milhares de telespectadores diante da telinha durante a novela Pátria Minha, da TV Globo. Todos querem saber como a jovem Alice, de 17 anos, interpretada por Cláudia Abreu, irá viver sua primeira noite. Ela está cheia de dúvidas. Não sabe se chegou a hora. Não sabe com quem. Pode ser com Nando (Rodrigo Santoro), o namorado bonzinho, ou com o sedutor Rodrigo (Fábio Assunção), uma paixão à primeira vista. Alice/Cláudia Abreu discute cada passo com a mamãe politicamente correta Natália (Renata Sorrah). À espera de uma decisão da moça, o público não desgruda da televisão. Mesmo indo ao ar às 9 e meia da noite, uma hora mais tarde do que o normal, e depois da chatice do horário eleitoral gratuito, a novela tem garantido uma ótima média de audiência, 45 pontos no Ibope.
Nesta segunda-feira (29 de agosto*), o suspense terá terminado. Alice vai para a cama com Rodrigo, que da conheceu depois de um esbarrão na escola. Esta não é a primeira vez que a TV Globo usa a perda da virgindade como alavanca para a audiência. Em O Dono do Mundo, a primeira noite tinha uma importância nevrálgica para a trama. A professorinha Márcia (Malu Mader) casava virgem, mas não descobria os prazeres da carne com o próprio marido e sim com o maquiavélico Felipe Barreto (Antônio Fagundes). O vilão não queria nada com ela. Tinha apenas feito uma aposta com um amigo de que seria o primeiro homem na vida da jovem moçoila. Tanto Pátria Minha como O Dono do Mundo levam a assinatura de Gilberto Braga, que explorou outras vertentes do tema virgindade nas minisséries Anos Dourados e Anos Rebeldes. Os Anos Dourados de Braga são carregados de clima de moralismo e repressão sexual da década de 50. A mãe da normalista Lurdinha (Malu Mader) berra histéricamente que a filha foi "deflorada", quando descobre que foi para a cama com Marcos, o namoradinho do Colégio Militar (Felipe Camargo). Já Anos Rebeldes, situado em plena revolução de costumes dos anos 60, mostra a protagonista Heloísa (novamente Cláudia Abreu) pulando na cama como o professor de violão, interpretado por Thales Pan Chacon, para saciar sua curiosidade sobre o sexo.

Bandeira de luta - Só quarentões que não descobriram seus próprios cabelos brancos podem espantar-se com o interesse do público em torno desse assunto. "Hoje em dia, as meninas sonham perder a virgindade com um príncipe encantado. Querem que seja um momento mágico de suas vidas, marcante", explica a socióloga Maria Tereza Monteiro, da Retrato Consultoria, baseada nas pesquisas de comportamento feitas em 1987.

Casa da mamãe - A novela Pátria Minha procura abordar o comportamento das adolescentes brasileiras. É óbvio que há diferenças entre a ficção e a realidade. Nas histórias de Gilberto Braga, o namorado bonzinho acaba assistindo à amada cair na cama de um aventureiro mais atrevido. Foi assim em O Dono do Mundo, Anos Rebeldes e agora em Pátria Minha. 
Cláudia Abreu, naquela época com 23 anos, casada desde 1989 com Guilherme Fontes, identificava-se com sua personagem, Alice, da novela. Ela deixou de ser virgem aos 16, 17 anos. A diferença é que foi com um namorado fixo, e não num lance de surpresa.

Minha opinião: 
O que diz a revista está certo, porque se um homem é jovem e engravida alguém menor de idade, essa pessoa tem que assumir a responsabilidade pelo que fez, mas se o homem é adulto, essa pessoa vai para a cadeia.

Reflita: O que você acha dessa matéria? Você concorda ou discorda? Escreva no painel de comentários, assim posso compartilhar seus comentários com você, leitor.


Fontes:
VEJA. 31 agosto 1994.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

FINA ESTAMPA: Quinzé é a próxima vítima de Tereza Cristina


Ela arma um plano cruel para tirar a vida do filho de Griselda e levar a rival ao desespero absoluto.

Depois que flagrou a mãe dormindo com Pereirinha (José Mayer), o encanado Renê Júnior (David Lucas) nunca mais foi o mesmo. O garotão entra na maior crise e pede a Renê (Dalton Vigh) que o deixe viver com ele, pois não suporta mais a mãe. Acontece que o chef não quer o filho residindo em um hotel. Ele discute o problema com Griselda (Lília Cabral) que convida o amado para morar em sua mansão com o herdeiro. Apaixonado, mais que depressa, Renê aceita a proposta.
Mal sabem, ele e a ex-bigoduda, que tal decisão fará a jacaroa do Nilo se sentir roubada mais uma vez e subir nas tamancas de tanta raiva. Porém, quando o ex-marido a procura para expor a decisão, ela disfarça dizendo que permitirá a mudança do filho a fim de que o rapaz perceba que o verdadeiro lugar dele é na mansão da família.
Mas ardendo em puro ódio, no dia seguinte Tereza Cristina (Christiane Torloni) chama Ferdinand (Carlos Machado) e ordena que ele consiga uma cobra venenosa, das mais peçonhentas e coloque no carro de Amália (Sophie Charlotte). Diante da promessa de uma noite de amor espectacular, o segurança do condomínio aceita o serviço sujo mais uma vez e encontra uma víbora com mordida fatal.
Quando dirige até seu trabalho na loja de cremes, a moça é surpreendida pela cobra e capota o carro várias vezes. Por sorte e proteção divina a jovem escapa sã e salva e a cobra desaparece no local do acidente. Claro que Griselda desconfia da rival e diz isso ao namorado. Mas Renê não consegue admitir que Tereza Cristina seja capaz de uma tentativa de assassinato. Ele ainda prefere tratá-la como uma perua mimada e não como a psicopata disposta a tudo para se vingar. Um erro que lhe custará muito caro.
Enquanto isso, a vilã das vilãs começa a engendrar um outro plano, que desta vez deverá ser infalível e ainda mais maligno, para acabar com Quinzé (Malvino Salvador), o braço direito de Pereirão. De novo, ela chama Ferdinand e o seduz para que ele mate o rapaz com requintes de crueldade jamais vistos. Enquanto combinam os detalhes do crime, os dois sádicos se divertem imaginando a dor de Quinzé e o desespero de Griselda.

Fonte: Revista Ti Ti Ti. Ed. 695. 06 de janeiro de 2012.

Espero que gostem.
ME

Minissérie: As Noivas de Copacabana

Patrícia Pillar e Miguel Falabella como Cinara e Donato.

Autor: Dias Gomes.
Capítulos: 16.
Horário: 22h30.
Exibição: 2-26 junho 1992.
Elenco: Miguel Falabella, Reginaldo Faria, Patrícia Pillar, Hugo Carvana, Ricardo Petraglia, Zezé Polessa, Branca de Camargo, Ana Beatriz Nogueira, Yara Lins, Suely Franco, Maria Gladys, Chica Xavier, Nelson Dantas, Marcelo Faria, Patrícia Perrone, Patrícia Novaes, Márcia Cabrita, Joel Silva, Christiane Torloni, Tássia Camargo, Marieta Severo, Raul Cortez, Milton Gonçalves e Ewerton de Castro. 
Sinopse: Noivo de Cinara (Patrícia Pillar), Donato Menezes (Miguel Falabella) é um conceituado restaurador de arte que antes levava uma vida pacata. Ele esconde uma psicopatia: ele procura anúncios de vestidos de noiva nos jornais entra em contato com as anunciantes, seduz as mulheres e as estrangula, vestidas de noiva, em pleno ato sexual. No final, Donato é preso. 
Entre as vítimas estão a professora Marilene (Tássia Camargo) e a socialite Kátia de Sá Montese (Christiane Torloni).
Curiosidades:
  • Foi a segunda vez que Miguel Falabella e Christiane Torloni trabalharam juntos. A primeira foi em Selva de Pedra (86), como Miro e Fernanda e a terceira foi em Cara e Coroa (95), como Mauro e Vivi. 
  • Alguns atores, depois dessa minissérie, foram fazer De Corpo e Alma (92), como Marcelo Faria, Patrícia Novaes, Milton Gonçalves e Ewerton de Castro.
  • Os maiores atrativos dessa minissérie foram a ambientação, realizada em um dos maiores bairros charmosos do país (Copacabana), e o figurino, que foi responsável por Helena Brício, que criou oito vestidos de noiva, cada um com estilo diferente.
  • Foi reprisada três vezes: de 31 de janeiro e 10 de fevereiro de 1995, no Festival 30 Anos, em 16 capítulos, de 20 a 30 de outubro de 1998, em 8 capítulos, e de 25 a 30 de janeiro de 2005 no Multishow, em 5 capítulos.
  • Diferentemente da versão original, o final na versão internacional é diferente: Donato (Miguel Falabella) é preso, sem mostrar sua fuga.
Fontes:
TV Globo: Novelas e Minisséries.

Espero que gostem.
ME

Coluna: Pátria Descalça



Fonte: VEJA. 27 julho 1994.

Espero que gostem.
ME

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Coluna: Macaquices e Trapalhadas



Com uma história frouxa e um elenco mal escalado, Mico Preto afunda o horário das 7 da Globo.


Quando o surfista boboca de Nuno Leal Maia e sua trupe de crianças bonitinhas e chatinhas se aposentaram do horário das 7 da Rede Globo, com o fim de Top Model, há um mês, os telespectadores comemoraram a passagem triunfal da novela ao esquecimento e torceram para que uma produção caprichada a sucedesse. Afinal, suas duas antecessoras, Bebê a Bordo e principalmente Que Rei Sou Eu? foram sucessos que, na melhor tradição das novelas, viraram temas de conversas e até de discussões políticas em todo o país. Nas últimas semanas, à medida que os primeiros capítulos de Mico Preto, a substituta de Top Model, ganharam o vídeo, reforçou-se a impressão de que o horário das 7 os baratos deram lugar às baratas. Mico Preto é uma das piores coisas já mostradas pela televisão desde que ela aportou no Brasil no anos 50, uma novela com personagens sem pé nem cabeça ou inadequados para o horário, com uma trama que consegue ser mais frouxa que as de Top Model e O Salvador da Pátria juntas e atores que parecem tão apropriados aos papeis quanto Renato Aragão na pele de Henrique V, de Shakespeare - a sério.
Mico Preto pretende ser uma comédia, mas é duro achar graça em suas cenas. Liga-se o televisor e lá está Glória Pires, a atriz mais talentosa surgida na televisão, em seu primeiro naufrágio no vídeo. Ela é Sarita, uma pobretona que engana o noivo dizendo que trabalha como acompanhante de doentes enquanto ganha a vida entretendo os fregueses de uma boate suspeita. Muitas Saritas podem ser encontradas nas grandes cidades do país, com perfis dramáticos ou engraçados, mas a de Glória Pires é apenas vulgar, forçada, espantosamente feia e - defeito dos defeitos - uma chata de doer. Seu noivo é Firmino - Luiz Gustavo, num doloroso papel de galã - um cidadão para quem nada parece dar certo e cuja sorte parece mudar depois que, por engano, ele é nomeado procurador da dona de um império industrial. Firmino deveria ser um tipo cômico, meio atrapalhado, surpreso diante do que lhe acontece, mas Gustavo erra na dosagem de estupidez que imprime ao personagem. O resultado é um sujeito tão idiota, mas tão idiota que não se acredita que ele possa existir. Nem mesmo numa novela.

Bons amigos - Nas cenas em que aparece outra dupla de personagens principais, José Maria (Marcelo Picchi) e José Luis (Miguel Falabella), Mico Preto se revela apenas chula e de mau gosto. Os dois personagens são homossexuais, e as cenas que decorrem dessa característica resvalam para o mais rasteiro teatro de revista. José Luis vive fugindo do assédio de uma pretendente, que, para convencer o público de sua falta de percepção, deveria ser cega, surda e muda - um QI de 20 pontos talvez também ajudasse. José Maria é deputado, quer concorrer ao governo do Estado e, para manter as aparências, contrata um casamento com Sarita. Em alguns momentos, sugere-se que José Maria e José Luis são mais que bons amigos. Pode-se apostar que cenas como essas não representam exatamente o que muitos pais de família brasileiros gostariam de apresentar aos seus filhos às 7 horas da noite.
Em televisão, costuma-se dizer que uma boa telenovela consegue agradar até mesmo quando o elenco é ruim. Da mesma forma, diz-se que o inverso não ocorre, ou seja, que uma história fraca não segura o espectador mesmo que à frente dela estejam os melhores atores do mundo. No caso de Mico Preto, ocorre a rara coincidência de história destrambelhada com elenco mal escalado. O espectador não é atraído  pela aventura que se conta - um requentado chocho das incontáveis tramas envolvendo disputas empresariais implausíveis - nem pela forma como ela é contada. Há uma exceção: a atriz Geórgia Gomide, no papel de mãe de Sarita, tem boas tiradas. A astúcia e a falta de escrúpulos de seu personagem - batizado com o sugestivo nome de Herotildes - são exploradas à maneira divertida. À parte os momentos em que ela aparece, no entanto, a novela afunda no desinteresse e na gratuidade, resumidos pelo macaquinho usado nas vinhetas de abertura e encerramento desse desastre todo.


Fontes: VEJA. 06 de junho de 1990.
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Espero que gostem.
ME

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Minissérie: Desejo

Guilherme Fontes, Vera Fischer e Tarcísio Meira como Dilermando, Saninha e Euclides da Cunha.

Autora: Glória Perez.
Capítulos: 17.
Horário: 22h30.
Exibição: 27 maio-22 junho 1990.
Elenco: Tarcísio Meira, Vera Fischer, Guilherme Fontes, Nathália Timberg, Deborah Evelyn, Cláudio Cavalcanti, Vera Holtz, Marcos Palmeira, Marcos Winter, Marcelo Serrado, Othon Bastos, Leonardo Villar, Thaís de Campos, Luiz Maçãs, Eliane Giardini, Thelma Reston, Carlos Gregório, Ivan de Albuquerque, Hélio Ary, Chico Expedito, Léa Garcia, Cléa Simões, Caio Junqueira, Fabrício Bittar e Daniel Lobo.
Sinopse: Após ser nomeado engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil, Euclides da Cunha (Tarcísio Meira) passa a viajar com frequência. Sua mulher, Ana (Vera Fischer), a Saninha, acaba se envolvendo com Dilermando de Assis (Guilherme Fontes), aspirante do Exército. Decidido a acabar com o romance, o autor de "Os Sertões" sai de casa armado e flagra o casal na casa do amante. Então, começa o tiroteio e Euclides é morto.
Sete anos depois, Euclides da Cunha Filho (Marcelo Serrado) tenta vingar a morte do pai, mas também acaba morto por Dilermando, que consegue ser absolvido e perdoado pela mulher. Depois, Saninha descobre que o marido tem uma amante, sai de casa, desesperada, com os cinco filhos. 
Curiosidades: 
  • Enquanto a minissérie ia ao ar, alguns atores estavam fazendo a novela Pantanal (90), como Marcos Palmeira, Marcos Winter e Nathália Timberg.
  • Foi o primeiro trabalho do ator Caio Junqueira e da atriz Eliane Giardini na Rede Globo.
  • Foi reapresentada no Canal Viva duas vezes: de 2 a 24 de novembro de 2010 e de 18 de julho a 9 de agosto de 2011. 
  • Para construir sua minissérie, Glória Perez buscou informações nos jornais de época, nos processos judiciais sobre a morte de Euclides da Cunha em 1909 e de seu filho em 1916, e na correspondência de Dilermando e Saninha.
  • O romance entre Dilermando (Guilherme Fontes) e Saninha (Vera Fischer) viraram alvo de crítica.
Fontes:
TV Globo: Novelas e Minisséries.


Espero que gostem.
ME


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Biografia: Denise Del Vecchio


A atriz Denise del Vecchio Falótico Frateschi nasceu no dia 5 de maio de 1951, em São Paulo. Garota com 14,15 anos, foi pela primeira vez ao teatro, levada por um professor de Geografia, assistir Morte e Vida Severina, no Teatro Municipal. Ficou apaixonada pelo que viu e teve desejo de pisar nos palcos. Só que se achava muito velha para começar. Vários acasos foram acontecendo, como um professor que lhe ensinou técnicas de Brecht na escola Auguste, e depois, com sua turma de filosofia, resolveu fazer os diálogos de Platão encenados. A partir daí, começou a se interessar por cursos de teatro. Foi fazer um curso do Emílio Fontana, no TBC, e depois de seis meses foi para o Teatro de Arena, onde se profissionalizou, deixando interrompida sua formação em História.

Sua trajetória é privilegiada. No Núcleo do Teatro de Arena em São Paulo, participou do espetáculo Teatro Jornal 1ª Edição, encenado por Augusto Boal, e de Arena Conta Zumbi (1971). No ano seguinte, faz “Doce América, Latino América”, criação coletiva. Ainda em 1972, entrou para o Teatro Studio São Pedro, de Maurício e Beatriz Segall e encenou Tambores na Noite e A Semana - Esses Intrépidos Rapazes e Sua Maravilhosa Semana de Arte Moderna. Em 1973 fundou, com Celso Frateschi (com quem foi casada), o grupo Teatro Núcleo Independente e depois seguiu carreira solo, com a realização de trabalhos de qualidade, realizando um teatro popular e voltado para a periferia de São Paulo.

Começou na TV na novela Ídolo de Pano (74), como Renée. Depois faz diversas novelas da Rede Tupi, como Um Dia, O Amor (75), como Adriana, Um Sol Maior (77), como Betty e O Direito de nascer (78), como Rosário. Em 1979, transfere-se para a Rede Bandeirantes para fazer a novela O Todo Poderoso (79), como Carmem Sílvia. Em 1982, faz as novela Picnic Classe C (82), como Marieta, Maria Stuart (82), como Roberta e Os Imigrantes - Terceira Geração (82), como Marinha. Em 1983, faz duas novelas da SBT: Acorrentada (83), como Laura e Pecado de Amor (83), como Helga.

Em 1984, transfere-se para a Rede Globo e faz a minissérie A Máfia no Brasil (84), como Anita, e sua primeira novela nessa emissora foi Fera Radical (88), como Olívia, e em seguida, faz Top Model (89), como Lia, que pode ser vista de segunda a sexta no Canal Viva, às 15h30. Depois faz Anos Rebeldes (92), como Dolores, e em 1994, em dose dupla, faz A Viagem (94), como Glória e na SBT, faz As Pupilas do Senhor Reitor (94), como Joana. Em 1995, faz Tocaia Grande (95), um grande clássico de Jorge Amado, interpretando Jacinta.

Em 1997, faz a minissérie O Desafio de Elias (97), como Rebeca e a novela Os Ossos do Barão (97), como Rosa, e em 1998, faz Serras Azuis (98), como Netinha. Em 1999, de volta à Globo, faz Força de Um Desejo (99), como Bárbara Ventura, mulher de Higino (Paulo Betti), e no ano seguinte, faz Malhação (2000), como Yolanda, mais conhecida como Ioiô. Entre 2002 e 2004, faz Esperança (2002), como Soledad, Chocolate com Pimenta (2003), como Dona Mocinha Limeira, e Como Uma Onda (2004), como Mariléia Paiva, mãe de Nina (Alinne Moraes) e Lenita (Mel Lisboa).

Em 2006, faz a minissérie JK (2006), como Naná Kubitschek e nesse mesmo transfere-se para a Rede Record, onde está até hoje. A atriz faz Bicho do Mato (2006), como Alzira, Amor e Intrigas (2007), como Celeste e Bela, A Feia (2009), como Vanda. Atualmente, ela faz Vidas em Jogo (2011), como a doceira Augusta, mãe de Raimundo (Rômulo Arantes Neto).

Já foi casada com Celso Frateschi, com quem teve o filho, o também ator André Frateschi.

Espero que gostem.
ME

Biografia: Leandra Leal


A atriz Leandra Rodrigues Leal Braz e Silva nasceu no dia 8 de setembro de 1982, em Rio de Janeiro. Filha do produtor cultural Américo Leal e da atriz Ângela Leal, é a filha única da família. A atriz assume ter sido influenciada pela mãe na escolha da carreira, pois desde pequena conviveu no meio artístico e fascinou-se pela arte de interpretar.

Começou na TV fazendo uma participação no último capítulo de Pantanal (90), como Maria Marruá Leôncio, filha de Jove (Marcos Winter) e Juma (Cristiana Oliveira). Mas seu primeiro papel em destaque foi em Explode Coração (95), como a cigana Yanka, que se apaixona pelo pretendente de sua irmã mais velha. Depois, participa da primeira fase da novela A Indomada (97), como Lúcia Helena, que mais tarde o papel seria de Adriana Esteves, e faz a novela Pecado Capital (98), como Clarelis. 

Em 2000, em dose dupla, faz a minissérie A Muralha (2000), como Beatriz e a novela O Cravo e a Rosa (2000), como Bianca, fazendo par com Ângelo Antônio. Depois de 4 anos sem fazer novelas, faz a minissérie Um Só Coração (2004), como Ucha e caiu na simpatia do público em Senhora do Destino (2004), como Maria Cláudia Tedesco, filha de Nazaré (Renata Sorrah). Em 2006, participa em Páginas da Vida (2006), como Sabrina e dois anos depois, co-protagoniza Ciranda de Pedra (2008), como a doce Elzinha. Em 2010, faz Passione (2010), como Agostina, fazendo triângulo amoroso com Bruno Gagliasso (Berilo) e Gabriela Duarte (Jéssica).

Em abril deste ano, protagonizará a novela das 7 que substituirá Aquele Beijo (2011), Marias do Lar (2012), atuando ao lado de Taís Araújo e Isabelle Drummond.

Espero que gostem. 
ME





domingo, 1 de janeiro de 2012

Biografia: Tuca Andrada


O ator José Ivaldo Gomes de Andrade Filho nasceu no dia 11 de dezembro de 1964, em Recife, Pernambuco. Começou na TV com a novela O Dono do Mundo (91), como Ladislau, e depois faz a minissérie Anos Rebeldes (92), como o estudante Ubaldo. Logo faz a novela Fera Ferida (93), como o delegado Carlos Barromeu, e no ano seguinte, transfere-se para a SBT, onde faz a novela As Pupilas do Senhor Reitor (94), como Pedro.

Em 1996, de volta à Globo, faz as novelas Vira-Lata (96), como Toco e O Amor Está No Ar (97), como Vicente, ambas atuando ao lado de Betty Lago. Em seguida, faz seu primeiro antagonista em Era Uma Vez (98), como o doutor Danilo Borges, e depois faz uma participação em Suave Veneno (99), como Rubem. Em 2001, em dose dupla, participa na primeira fase de Porto dos Milagres (2001), como Leôncio e logo, faz a novela As Filhas da Mãe (2001), como Nicolau. Em 2002, participa de mais uma novela das 6, Sabor da Paixão (2002), como José Carlos, e em 2004, faz o sucesso Da Cor do Pecado (2004), como Kaike.

Em 2006, transfere-se para a Rede Record, e sua primeira novela nessa rede foi Cidadão Brasileiro (2006), como Homero e depois faz Caminhos do Coração (2007) e Os Mutantes - Caminhos do Coração (2008), ambas interpretando Eric Fusily, e em 2009, faz parte do núcleo policial em Poder Paralelo (2009), como Telônio Meira, mais conhecido como Téo. Todas as novelas o ator atuou ao lado de Gabriel Braga Nunes.

Em 2011, volta à Rede Globo. Nesse ano, faz uma pequena participação em Insensato Coração (2011), como Jonas Brito, e depois, faz Cordel Encantado (2011), como o cangaceiro Zóio-Furado. A partir de 10 de janeiro de 2012, está confirmado na minissérie Dercy de Verdade (2012), como Augusto Duarte.

Espero que gostem.
ME